terça-feira, 1 de maio de 2012

Assassinando o Português




A escrita nada mais é do que a representação da fala, ou assim deveria ser. Hoje aprendemos a falar e escrever baseados em regras arcaicas que acompanham nosso idioma desde seu nascimento com origens no latim vulgar. Um idioma precisa ter sua forma formal, isso é indiscutível, principalmente nos tempos em que vivemos onde as informações viajam pelo mundo de uma forma rápida e simples com o auxílio da internet.

Não conheço ninguém que conheça o idioma português corretamente, talvez no Brasil exista meia dúzia de especialistas, que passaram a vida toda estudando o idioma. Algumas mudanças aconteceram com o nosso idioma e continuam acontecendo, a última que aconteceu na minha opinião foi insignificante. O que realmente precisa mudar no idioma formal é aproximar a forma da escrita com a forma falada, ou seja, a escrita deve representar a fonética utilizando-se de regras simples e claras, sem exceções.

Por que usamos o c cedilha "ç"? O cedilha tem origem no castelhano, que abandonou o uso do cedilha no século XVIII, substituiram o cedilha por "c" e por "s".

"A introdução e a manutenção da cedilha em português é uma maneira eficaz e consensual de regular definitivamente o problema da pronúncia ambígua do c latino. De fato, se o cê cedilhado precede um a, um o ou um u é pronunciado [s], ao contrário do cê não cedilhado, que é pronunciado [k], quando precede as mesmas vogais. Desta forma, o sinal permite evitar que se renuncie aos vínculos com o passado, preservando a coerência gráfica da língua e tornando a escrita menos ambígua. A presença da cedilha é importante numa palavra, pois deixa clara sua origem etimológica."  Mais...




A confusão toda é simplesmente para manter sua origem etimológica, parece piada, mas passamos anos de nossa vida aprendendo coisas inúteis, que mais complicam nossas vidas do que nos ajudam, graças a algumas pessoas tradicionalistas que veneram sopa de letrinhas.

Temos a letra "s" para representar o som de "ésse", temos o "z" para representar o som de "ze", o "c"  para representar o som de "ká". Precisamos do c cedilha(ç)? Precisamos usar dois "ésses" para representar o som de "ésse"? As coisas são simples, algumas pessoas ignorantes que tem títulos, complicam as coisas de tal forma a iludir os sem títulos fazendo-os parecerem ignorantes, quando na verdade não o são. Quem nunca leu a história da roupa nova do rei?

Abaixo algumas das letras que podemos substituir no idioma, simplificando a escrita sem alterar seu significado:
  • ss substituir por s, assassinato = asasinato;
  • ç substituir por s, coração = corasão;
  • c substituir por s quando tiver som de "ésse", preciso = presiso;
  • s substituir por z quando tiver som de "ze", casado = cazado;
  • ch substituir por x, chapéu = xapéu;
  • g substituir por j, quando tiver som de "je", geladeira = jeladeira;


Sessão, seção ou ceção? Simples substitua tupo por: "sesão".

A sessão demorou muito a começar, mas o filme valeu a pena.
A sesão demorou muito a começar, mas o filme valeu a pena.


A cessão de suas terras foi aceita.
A sesão de suas terras foi aceita.

Cada seção deste projeto vai ter que ser analisada.
Cada sesão deste projeto vai ter que ser analisada.

Conseguiu entender o significado das frases mesmo com as palavras sessão, seção e ceção, escritas de forma errada?

O principal objetivo da comunicação foi alcançado, de forma simples, objetiva, e sem ambiguidades. Inicialmente parece estranho e errado, pois aprendemos desta forma. Apresente um texto escrito desta forma para uma criança que está aprendendo, você ficará surpreso com o resultado, principalmente porque crianças aprendem rápido regras simples, e tem maior dificuldade para as exceções, o que não é diferente para os adultos quando estão aprendendo um novo idioma.

A confusão pode aumentar, introduzir palavras de outros idiomas no português não é nenhuma novidade, mas nos passado quando uma palavra era aportuguesada, sua forma escrita era modificada para ficar coerente com a fonética. Hoje podemos encontrar palavras principalmente de origem inglesa no dicionário de português, porém  encontramos as palavras exatamente como é no seu idioma de origem, e não está em conformidade com a nossa fonética. Problemas referentes a diferença entre a escrita e a fonética não é exclusiva do idioma português, que alias, é um entre outros idiomas em que a escrita se assemelha com a fonética, o que não acontece por exemplo com o idioma Inglês, onde a fonética se diferencia muito da escrita. Tanto isso é verdade que uma competição muito famosa nos Estados Unidos é o soletrando. Podemos citar como exemplo as palavras live e life, onde live pronuncia-se "live" quando no sentido de viver, e "laive" no sentido de ao vivo, e life pronuncia-se "laive". Que confusão!!!


Se podemos simplificar porquê/por quê/porque/por que complicar?




OBS: Mudança na ortografia de 2008

O Imposto da Política Burocrática





República Federativa do Brasil

Brasil, oficialmente República Federativa do Brasil, atualmente é dividido em 27 unidades federativas, sendo 26 estados e um distrito federal. Cada estado está dividido em municípios, num total de 5566. Se fosse somente a divisão "geográfica", não seria problema, porém em cada uma das localizações desta estrutura, tem uma máfia de urubus que mantem um povo a base de pão e circo. Os impostos federais, estaduais e municipais, sugam cada vez mais as forças dos cidadãos deste país chamado Brasil. 


O dinheiro que viaja

Nosso dinheiro destinado ao pagamento de impostos é recolhido e transportado pelo nosso país como se fosse uma carga de milho, transportada por uma carreta que parece mais um queijo suíço. De sua origem até seu destino parte da carga é perdida na estrada, temos o custo com o transporte, os pedágios, os buracos nas rodovias, quando com sorte a carga não é roubada durante a viagem.

Esta carga quando chega ao depósito já tem um destino final, parte é redistribuída, parte fica com a federação ou o estado, e novamente quando parte da carga deve ser  transportada de volta a sua origem, passa pelos mesmos problemas burocráticos, e se perde nos buracos do sistema.

Esta é uma analogia ao processo de recolhimento de impostos. Temos uma estrutura, ou melhor dizendo, um circo montado, onde pagamos impostos municipais, estaduais e federais, os quais passam pelo processo burocrático caríssimo que nós pagamos. O imposto recolhido quando fica no Município  é passível de fiscalização, já os impostos que vão para o estado e para a federação, estão comprometidos, pois não temos certeza de seu destino.


 



Reflexão
  1. Precisamos de rodovias federais e estaduais?
  2. Precisamos de ensino federal, estadual e municipal?
  3. Precisamos de hospital federal, estadual e municipal?
  4. Precisamos de polícia federal, estadual, civil e municipal?
  5. Precisamos de impostos federais, estaduais e municipais?

Se os impostos recolhidos forem pagos somente ao município, e parte deste valor fosse repassado ao estado e a federação, aumentaríamos a responsabilidade dos municípios, a burocracia seria menor, o custo seria menor, o controle dos gastos públicos seriam maiores. A fiscalização pelo povo se torna mais simples e fácil se tivermos um único imposto, e o mesmo for pago para uma  única fonte, o município.

A burocracia vinculada ao complexo sistema tributário Brasileiro, que exige uma estrutura de funcionários qualificados como administradores, contadores, advogados e burocratas, que tem que controlar as despesas e receitas para não errar e cair na malha da fiscalização, o que pode custar uma visita indesejável  de um fiscal da Receita Federal ou da Secretaria de Fazenda, toda esta burocracia tem um dos maiores custos do mundo.

"O problema não é o tamanho da carga tributária, mas sua enorme complexidade, decorrente do cipoal de normas dispersas, confusas, irracionais. Para cumpri-las, as empresas brasileiras gastam 2600 horas anuais." (Revista Veja, 07/03/2012)

O processo pode ser simplificado, o dinheiro proveniente dos impostos não precisam "viajar" até Brasília para depois pegar o caminho de volta. Os recursos ficariam no local, e seriam investidos no local. Um percentual do imposto pago pelo município para o estado e para a federação poderiam ser distribuídos para os municípios e estados que precisassem, e caberia ao município decidir onde investir a verba proveniente do Estado ou da União.

As brigas de benefícios fiscais precisam terminar, é preciso ter regras claras, e todos devem seguir a mesma regra. Uma vez que é criado um benefício fiscal, o mesmo deve ser aplicado para todo o país, todas as entidades independente de sua localização geográfica dentro do Brasil, deve ter direito a este benefício criado.

O problema não está no valor absurdo que pagamos de impostos, o problema é que parte dos impostos pagos são desviados, e não temos o devido retorno.

Pagamos IPVA, e também os pedágios;
Pagamos ICMS, e também pelo ensino;
Pagamos IR, e também o plano de saúde;
Pagamos pela Segurança, e também pelo Seguro;

A pergunta é: por que pagamos impostos se não temos benefícios?

Dentre os vários impostos nós temos:

Impostos Federais

  1. IR (Imposto de Renda) - Imposto sobre a renda de qualquer natureza. No caso de salários, este imposto é descontado direto na fonte;
  2. IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados;
  3. IOF - Imposto sobre Operações Financeiras (Crédito, Operações de Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários);
  4. ITR - Imposto Territorial Rural (aplicado em propriedades rurais).


Impostos Estaduais

  1. ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação Serviços;
  2. ITCM – Imposto sobre Transmissão "Causa Mortis" e Doação;
  3. IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.


Impostos Municipais

  1. IPTU – Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana;
  2. ITBI – Imposto Sobre a Transmissão "inter vivos" de Bens Imóveis e de Direitos Reais Sobre Imóveis;
  3. ISS – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza.


Lista com os 86 tributos vigentes no Brasil.


Os nossos deveres nós conhecemos, quando não os conhecemos, cedo ou tarde somos cobrados.
E quanto aos nossos direitos?